Radicais Livres e Antixoidantes

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Os fitoquímicos são substâncias naturais bioativas que estão presentes em frutas e vegetais e que dão cor aos alimentos, em sua grande maioria. Os alimentos funcionais compõe uma ampla gama de alimentos que tem em sua composição estes fitoquímicos, componentes ativos, que tem ação/atividade antioxidante, exemplos disso são: beta-caroteno (laranja/vermelho), flavonóides (verde), catequinas (presente nos chás), taninos (roxo), resveratrol (roxo), licopeno (vermelho), dentre outros. Algumas vitaminas, como a C (ácido ascórbico), A e E, também tem função antioxidante.

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A ação antioxidante seria a remoção/neutralização dos radicais livres que se formam devido a diversos processos metabólicos. Os radicais livres são produzidos continuamente no organismo e desempenham funções relevantes, sendo completamente necessário em diversas situações, como no exercício. O que acontece é que, devido a situações de estresse, por exemplo, ocorre a produção exacerbada de radicais livres (produção maior do que sua remoção – isso é conhecido cientificamente como estresse oxidativo) e isso pode conduzir a danos celulares, que resultam em inativações enzimáticas, mutações, rupturas de membranas, aumento de aterogenicidade e até morte celular. Sua periodicidade pode ser a etiologia de diversas doenças crônicas, inflamatórias e degenerativas.

Por este motivo, diversas substâncias antioxidantes vêm sendo estudadas como agentes de prevenção do câncer, aterosclerose, Alzheimer, dentre outras doenças.

Seguem alguns exemplos de fitoquímicos (lembrando que os fitoquímicos têm inúmeras outras funções além de antioxidantes):

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  • Carotenóides (beta-caroteno, licopeno, luteína): cenoura, tomate, goiaba, mamão, etc;
  • Compostos Fenólicos (Ácidos Fenólicos, Flavonóides, estilbenos-resveratrol [uva], taninos, etc): dentro dos flavonóides existe uma ampla gama de substâncias…
    • Flavonois (Quercetina, etc): uva, maçã;
    • Flavonas: cereais, salsa, cítricos;
    • Flavanóis (catequinas): uva, vinho, chá verde, chocolate amargo, maçã;
    • Flavanonas: fruas cítricas;
    • Antocianidinas: amoras, uvas pretas, framboesa, jabuticaba;
    • Isoflavonoides: soja, sálvia, orégano, linhaça, etc;
  • Alcaloides: café, capsaicina (pimenta), etc;
  • Componentes organosulforados (isotiocinados, indois, etc): brócolis, couve de Bruxelas, algo, cebola, repolho, etc.

Os mecanismos pelos quais eles agem como antioxidantes na prevenção de determinadas doenças ainda estão sendo estudados. Outro detalhe importante é que o modo de preparo (cocção ou não) pode afetar a biodisponibilidade de determinados compostos.

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Em relação ao consumo de antioxidantes e exercícios, ele NÃO é recomendado após a prática de atividade física, pois conforme dito anteriormente, existem situações onde a produção de radicais livres é benéfica, e neste caos pode aumentar nossa defesa endógena (interna) antioxidante (glutationa redutase e perodidase) durante as 24 horas subsequentes ao exercício. Portanto, não utilize após e nem logo antes – veja o post completo aqui

Além disso, o consumo de antioxidantes por meio de suplementação tem sido amplamente empregado, porém de modo exagerado, não somente em relação ao exercício. E estudos recentes vêm demonstrando que este consumo em exagero pode não ser benéfico e até ser a causa do desenvolvimento de algumas doenças, como osteoporose e outros efeitos adversos.

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O estudo sobre os antioxidantes com certeza é um campo promissor e que ao longo dos anos vem se mostrando de enorme valor e grandiosidade. Por isso, deve ser estudado mais a fundo levando em consideração possíveis efeitos adversos.

 

FONTES:

ANJO, D. F. C. Alimentos funcionais em angiologia e cirurgia vascular. J. Basc. Br, v.3, n.2, p.145-154, 2004.

CERQUEIRA; F. M.; MEDEIROS, M. H. G.; OHARA, A. Antioxidantes dietéticos: controvérsias e perspectivas. Quim. Nova, v.30, n.2., p.441-449, 2007.

MORAES, F. P.; COLLA, L. M. Alimentos funcionais e nutracêuticos: definições, legislação e benefícios à saúde. Revista Eletrônica de Farmácia, Passo Fundo, v.3, n.2, p. 109-122, 2006.

 

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