Os rótulos devem mudar… Anvisa quer rótulos mais claros

A Anvisa está estudando a mudança na rotulagem nutricional dos alimentos, ela recebeu algumas propostas e, segundo a revisa O globo (reportagem de 09/17) ela quer rótulos que tenham dados mais claros para facilitar e leitura e identificação por parte dos consumirdes.

Ainda, segundo a reportagem “Vários modelos de rotulagem estão sendo estudados pela agência. Entre eles, o apresentado pela Associação Brasileira da Indústria da Alimentação (Abia), o adotado pelo Chile, o desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e o da Fundação Ezequiel Dias (Funed).

ABRAN (associação brasileira de nutrologia)

Ela fez uma proposta chamada de Nutri-score (desenvolvido pela Unidade de Paris XIII e que foi implantado em 2017 na França)

Segundo a matéria da ABRAN “As classificações são assinaladas por letras e cores diferentes, que variam do verde (classificação A), para alimentos com a melhor qualidade nutricional, ao laranja escuro (classificação E), para aqueles com a pior qualidade. No estudo desenvolvido na França para decidir qual seria o melhor rótulo nutricional, quatro opções foram comparadas,  e o Nutri-score foi considerado o melhor esquema para o consumidor.

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Instituto de Defesa do Consumidor (Idec)

O Idec apresentou o modelo de “Rotulagem nutricional frontal de advertência” com selo de advertência

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Segundo reportagem no site da Idec: “A principal mudança apresentada no modelo de rotulagem proposto é a inclusão de um selo de advertência na parte da frente da embalagem de alimentos processados e ultra processados (como sopas instantâneas, refrigerantes, biscoitos, etc.) para indicar quando há excesso dos nutrientes críticos: açúcar, sódio, gorduras totais e saturadas, além da presença de adoçante e gordura trans em qualquer quantidade.
Neste sentido, são propostas frases de advertência em relação ao uso moderado para atenção dos consumidores, a serem veiculadas em rótulos de óleos vegetais (e.g., soja, milho, girassol, oliva), gorduras (e.g., manteiga) sal e açúcar.”

Além disso os rótulos em si também terão alterações com padrões legíveis para a lista de ingredientes e a tabela nutricional., porções reais, sem publicidade se tem selo e comparáveis e ista de ingredientes mais visível.

 

A Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI)

A proposta deles é de um “Semáforo Nutricional”

FOPBISCOITO

Segundo a reportagem no site da ABIA: “O modelo é um rótulo frontal que indica, por porção, a quantidade de sódio, açúcares totais e gordura saturada, coloridos em verde, amarelo e vermelho. Foi desenvolvido com base em diversos trabalhos, numa análise do cenário mundial e em revisão bibliográfica realizada pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação – NEPA, da UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas.  A cor verde demonstra que os níveis do nutriente em questão (açúcar, gordura saturada ou sódio) são considerados baixos ou adequados para o consumo do alimento na porção quando associado a uma alimentação diária equilibrada. A cor amarela demonstra que os níveis do nutriente merecem atenção, pois sinalizam que um consumo acima da porção recomendada pode comprometer o equilíbrio da alimentação diária. A cor vermelha demonstra que os níveis do nutriente são considerados altos na porção diária recomendada e por isso devem ter uma atenção maior de consumo, quando associados a uma alimentação equilibrada.

Eu particularmente gosto da proposta da Idec associada ao da ABIA, deixando assim a composição mais evidente e a cada profissional a explicação devida ao seu paciente. Ainda assim o da ABIA me preocupa, pois o consumidor terá que interpretar as cores, porém os profissionais não ficam “à merce” de quem escolheu onde o alimento deve ficar como no nutri score.
Leia mais sobre as reportagens citadas:

https://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/anvisa-quer-que-rotulos-de-alimentos-tenham-dados-mais-claros-21804470#ixzz5CIcajCiu 
stest

http://abran.org.br/para-profissionais/associacao-de-medicos-propoe-um-novo-rotulo-nos-alimentos/

https://idec.org.br/rotulagem

https://www.abia.org.br/vsn/tmp_2.aspx?id=358

 

 

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Anemia: você sabia que não é só deficiência de ferro?

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A anemia, que pode ser hereditária ou adquirida, é mais conhecida pela população pela deficiência de ferro, a chamada anemia ferropriva, que pode ocorrer devido a perdas de sangue, deficiência na absorção de ferro, ou problemas na ingestão deste nutriente.

Existe também a anemia por deficiência de ácido fólico, especialmente para gestantes e a por deficiência da ingestão de vitamina B12, chamada de anemia megaloblástica (muito prevalente em que fez cirurgia bariátrica e alguns poucos casos em veganos) já a deficiência na absorção de B12 é chamada de anemia perniciosa.

Não entrei aqui no mérito das anemias com questões de deficiências hereditárias como talassemia, anemia falciforme, apenas nas nutricionais.

Gin: a bebida do momento!

gin

O gin é uma bebida destilada, aromática, feita a partir de bagas de zimbro e originária da Holanda (criada por um médico para ser usado como diurético), mas só se tornou popular ao chegar na Inglaterra.

O seu teor alcoólico é bem similar ao da Vodca e fica em torno de 40 a 47%. Cada fabricante tem seu modo de preparo e uso de especiarias (como o zimbro e alcaçuz), então seu sabor pode variar bastante, assim como os “estilos” de gin.

A bebida do momento é a Gin tônica, receita que facilmente numa pesquisa no Google, você encontra.

Essa bebida tem caloria média (60 Kcal a cada 30mL), quando comparado a bebidas com maiores teores alcoólicos como a cachaça e as com menores como o saquê. A Gin tônica tem em torno de 110 Kcal se não for a tônica zero, beeem menos calorias do que uma caipirinha (em torno de 250 Kcal) por drink.

 

 

 

 

 

 

 

Kefir

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O Kefir é um probióticos, ou seja, é um conjunto de micro-organismos, os quais a partir da sua fermentação podem produzindo uma bebida fermentada, similar ao iogurte.

Por ser um probiótico ele tem diversos efeitos benéficos a flora intestinal e ao organismo como um todo. E tem-se relatado que tem mais colônias de bactérias que o iogurte, sendo assim, ainda melhor.

As bactérias já pré-digerem a lactose no kefir, então pessoas com intolerância à lactose (NÃO ALERGIA), muitas vezes conseguem ingeri-lo.

O Kefir não é vendido, ele deve ser doado e existem dois tipos de Kefir um deve ser cultivado no leite fresco o outro em água com açúcar

Se você quiser ler mais a respeito e sobre as evidências científicas, sugiro ler o artigo a seguir: https://essentialnutrition.com.br/conteudos/beneficios-kefir/

 

Diferenças entre alimentos processados, ultraprocessados, in natura, minimamente processados e industrializados

processados

– Alimentos in natura, segundo o guia alimentar da população brasileira de 2015, “são aqueles obtidos diretamente de plantas ou de animais (como folhas e frutos ou ovos e leite) e adquiridos para consumo sem que tenham sofrido qualquer alteração após deixarem a natureza”.

– Alimento industrializado é exatamente o que no nome diz, alimentos que passam por processos industriais: minimamente processados, processados e ultraprocessados.

  • Alimentos minimamente processados, segundo o guia alimentar da população brasileira de 2015, “são alimentos in natura que, antes de sua aquisição, foram submetidos a alterações mínimas”, como legumes e verduras embalados ou congelados, arroz parboilizado, frutas secas, castanhas, carnes resfriadas, etc.
  • Alimentos processados são aqueles que sofreram a adição de sal ou de açúcar, conservantes, etc. Exemplo: geleias, queijos, pães.
  • Alimentos ultraprocessados são aqueles que a sua fabricação envolve muitas etapas e a adição de diversos ingredientes. Exemplo: salgadinhos, miojo, refrigerante, biscoitos, balas, alimentos prontos para aquecimento (nuggets, salsichas, etc).

O que fazer na hora da compulsão alimentar?

compulsão

A vontade de comer (porque isso não é fome) ou a vontade de doce vem com tudo!! O que fazer? Aqui vão algumas dicas para ajuda-los.

– Beba muita água: por diversos motivos! Algumas vezes você está com sede e não consegue diferenciar e caso não seja isso você tenta se sentir saciada com bastante água

– Tome café: o café tem o poder de tirar o apetite

– Coma uvas pequenas uma a uma: as vezes nosso cérebro fica condicionado ao movimento de “levar a boca” – principalmente quem parou de fumar – e por isso vem a vontade de comer – então com as uvas uma a uma você leva algo a boca e auxiliar na diminuição da compulsão.

– Procure um nutricionista e um psicólogo, se isso for algo muito recorrente você precisa do auxílio de profissionais da saúde!

Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) – Vanessa Menck

As Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) são plantas que tem ganhado atenção do publico em geral, nutricionistas e chefes de cozinha no ultimo ano.

São plantas, raízes, flores, tubérculos que crescem espontaneamente em determinados locais. São chamadas de não convencionais, porque não temos o hábito de utilizá-las em nossa culinária. Frequentemente também, são consideradas ervas daninhas por crescerem quando e onde menos se espera.

São plantas com riquíssimo valor nutricional e adaptadas a região. Por conta disso, não necessitam de agrotóxicos, exigem pouco do solo, pouca atenção no cultivo e pouca água.

Alguns exemplos são: ora pro nobis, peixinho, taioba, seriguela, beldroega, capuchinha. Muitas delas inclusive, são consideradas medicinais tamanha a sua riqueza de nutrientes e propriedades funcionais.

Caruru

  • Origem: América Tropical.
  • Principais usos: suas folhas e sementes são comestíveis, principalmente as folhas tenras na forma de refogados puros ou em misturas.
  • Valor nutricional: fonte riquíssima de betacaroteno e de vitamina A, é considerado um alimento anticâncer e antioxidante. Por ser fonte de magnésio, favorece a produção de serotonina sendo um aliado no tratamento e prevenção de depressão. Possui muitos aminoácidos essenciais e também supre 30% das necessidades de cálcio para um dia.
  • O que substitui: por conter muitos aminoácidos essenciais, é mais proteico que o amaranto e a quinoa.

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Mangará

 

  • Origem: o mangará é conhecido como a flor, coração ou umbigo de bananeira, que tem origem asiática e foi introduzida no continente americano no século 15. Cultivada amplamente nas regiões tropicais pelo mundo para a produção de frutos.
  • Principais usos: culinário e como xarope. Sua casca pode ser usada como prato decorativo.
  • Valor nutricional: por conta do seu teor de fibras, é de grande auxílio em casos de constipação crônica e recuperação da microbiota intestinal, alimentando as bactérias boas do intestino.

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  • Origem: continente americano, em matas ciliares do Cerrado e Floresta Atlântica, nos trópicos desde a Flórida (Estados Unidos) até o Brasil, onde é encontrada da Bahia até o Rio Grande do Sul, com grande força em Minas Gerais.
  • Principais usos: planta trepadeira usada como ornamento paisagístico; na culinária, suas folhas, frutos e flores são consumidas cruas ou cozidas. As sementes podem ser usadas para produzir brotos, que são grandes e vigorosos. Suas folhas também são usadas de forma caseira para hidratar os cabelos.
  • Valor nutricional: alimento com 25% de sua composição de proteínas. Contém lisina, que atua diretamente no sistema imunológico, fortalecendo seu funcionamento prevenindo inúmeras doenças. Fonte de ferro, 100 gramas suprem basicamente toda a necessidade de um homem adulto em um dia. Suas folhas podem ser consumidas refogadas, cozidas, empanadas e em farinha. Ademais,
  • O que substitui: é um substituto importantíssimo da carne em dietas vegetarianas. Por ser uma planta da família da cactáceas, tem viscosidade suficiente para substituir ovos no preparo de pães e bolos.

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Taioba

  • Origem: América Tropical, sendo bastante usada no interior de alguns estados brasileiros como Minas Gerais e Rio de Janeiro.
  • Principais usos: suas folhas, talos e rizomas são usados exclusivamente bem cozidos, refogados ou fritos.
  • Valor nutricional: fonte de ferro, vitamina A e ácido fólico. Fortalece a imunidade, a circulação sanguínea e a visão. Auxilia no tratamento da gastrite, câncer de cólon e na perda de peso, pois fornece muitos nutrientes e saciedade com baixo teor de calorias.
  • O que substitui: pode ser usada refogada no lugar de folhas escuras como a couve para acompanhar feijoadas.

Post elaborado por:

Ma. Vanessa Menck 
Nutricionista Esportiva
CRN: 39.647
Graduada e Pós graduada pela UNICAMP
Especialista em Alimentação Vegetariana e Vegana
Coach de Saúde e Terapeuta Floral

Redes Sociais: 

Instagram – Vanessa Menck Nutricionista

Facebook – Vanessa Menck Nutricionista

Série Dicionário Alimentar: açúcar de coco

Vocês já devem ter visto no mercado o açúcar do coco e deve ter se perguntado, será que é melhor? Minha resposta é…SIM!

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Ele tem o mesmo poder de adoçar do açúcar branco e seu sabor é bem semelhante, apenas com um toque de caramelo a mais, além disso é tão calórico quanto.

Ele é feito das palmas de coco, que  solta uma seiva que é transformada no açúcar. Outro ponto importante é que por ser natural e não passar por nenhum processo de resfriamento ele é rico em vitaminas do complexo B, potássio, ferro, fósforo, zinco, cálcio,   e cobre.

O açúcar de coco tem índice glicêmico de 35 (o o açúcar refinado tem um índice em torno de 68), ou seja, o açúcar do coco é absorvido mais lentamente que o refinado.

Independente dele ser a melhor escolha ou não, use com moderação!