Alho e Cebola: o que estes temperos tem de bom? Por quê choramos ao corta-los?

Sabe aquele cheiro do alho e da cebola? Sabe quando você chora ao cortar estes alimentos? Então, é por um bom motivo, são os compostos organosulfurados presente nestes alimentos (mais especificamente a alicina e os glicosinolatos – composto volátil), eles são voláteis e ao corta-los você os libera.

Diversos estudos demostraram que estes compostos têm ação preventiva em doenças cardiovasculares, metabólicas (como: aterosclerose, hiperlipidemia, trombose, hipertensão e diabetes) e até determinados tipos de câncer como de bexiga, cólon, pâncres, etc, principalmente, por conta de sua atividade antioxidante.

Além disso, especialmente o alho, tem um grande e especial efeito antimicrobiano, anti-inflamatório, antibacteriano (tratamento de cáries em população carente sem acesso a medicamento) e antifúngico (tratamento de candidíase também em populações carente e sem acesso a medicamentos).  Neste caso, tem efeito especialmente na forma crua, pois o calor desfaz alguns destes compostos.

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Para que você tenha um melhor efeito pode utilizar alho e cebola em conserva de azeite e utiliza-lo, por exemplo, em saladas.

Temperos: cúrcuma / açafrão

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A cúrcuma, pigmento amarelo presente no tempero cúrcuma (Cúrcuma Longa ou Açafrão-da-terra) apresenta atividade antimicrobiana, propriedade anti-inflamatória, analgésica, antiviral e antioxidante. Pesquisas têm demonstrado que ela desempenha um papel importante na prevenção e tratamento de diversas doenças crônicas, como doenças neurodegenerativas (Alzheimer), doenças cardiovasculares, pulmonares, metabólicas (diabetes), doenças autoimunes (artrite reumatoide) e câncer (mama).
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Além disso, a medicina tradicional Indiana considera a cúrcuma um elemento eficaz para várias doenças respiratórias, como a asma, assim como para outras doenças, incluindo anorexia, coriza, tosse, doenças hepáticas, e sinusite.
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A cúrcuma mostrou efeitos benéficos em diversos tipos de câncer. Recentemente, foi relatado que a cúrcuma por via oral (6g/dia), durante a radioterapia, reduziu a gravidade de dermatite de radiação em pacientes em tratamento de câncer da mama.  Em animais, a administração oral inibiu câncer de pulmão, pele, cabeça e pescoço, oral, carcinoma hepatocelular, tumores da mama, linfomas e leucemias.
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Além disso, foi demostrado que na presença de gordura e de piperina, um componente principal da pimenta preta (pimenta do reino preta), a biodisponibilidade da cúrcuma se torna ainda maior.
  • Pode-se utilizar cerca de ½ colher de chá por dia.
  • Combinação que dá certo: ½ colher de chá de cúrcuma + 1 pitada de pimenta preta + 1 fio de azeite de oliva.
 Referência Bibliográfica:
Recent developments in delivery, bioavailability, absorption and metabolism of curcumin: the golden pigment from golden spice. Cancer Res Treat. 2014 Jan; 46 (1): 2-18.

Post elaborado pela Nutricionista parceira:

Thalita Pedroza – Nutricionista RJ

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